sexta-feira, 29 de maio de 2009

Primeira reunião de trabalho planeja elaboração de laudos para segurança e conforto nos Estádios

As medidas para aumentar a segurança e o conforto dos torcedores brasileiros nos estádios de futebol, que pertencem ao conjunto de ações do Ministério do Esporte, começam a se concretizar. O Ministério do Esporte realizou nesta quinta-feira (28/05) a primeira reunião da Comissão Especial de Estudos responsável pela elaboração dos critérios mais rígidos para a liberação do uso dos estádios, prevista no artigo 2º do Decreto nº 6.795, de 13 de março de 2009.

Os 13 membros da comissão possuem o prazo de 30 dias para a conclusão dos parâmetros mínimos dos laudos de segurança, prevenção e combate de incêndio, condições sanitárias e de higiene e vistoria de engenharia. Em casos específicos, as autoridades poderão solicitar o quinto laudo, de Estabilidade Estrutural.

Depois dos trabalhos concluídos, eles serão entregues para apreciação do ministro do Esporte, Orlando Silva. O presidente da comissão Alcino Reis, indicado pelo Ministério do Esporte, esclarece que os trabalhos não irão começar do zero. "Já temos material satisfatório para iniciar. Entretanto, a comissão é que tem a missão de analisar o material, propor e subsidiar o ministro, para cumprir com as obrigações que constam no decreto dos laudos".

Alcino acrescenta que os trabalhos possuem um caráter técnico considerável. "Temos membros que trabalham nas quatro áreas que tratam as exigências dos laudos. A nossa pretensão é produzir uma grande revista sobre todo o material acumulado”, explicou.

O consultor do Comitê Organizador Brasileiro da Copa do Mundo FIFA 2014, Carlos de La Corte, membro da comissão, é especialistas em Estádios. O consultor possui doutorado sobre a tese Estádios Brasileiros de Futebol: uma análise de desempenho técnico, funcional e econômico. "A nossa missão é importante ao criar alguns parâmetros de comparação dos estádios brasileiros e tentar torná-los mais seguros e confortáveis para os torcedores”, disse.

La Corte ressalta que as medidas elaboradas serão um marco que mudará, de forma positiva, os espetáculos de futebol. "Acredito que com a atribuição dos arquitetos, a Copa será o marco regulatório que vai mudar o paradigma de conforto nos estádios do Brasil. A comissão é importante, porque temos um trabalho a longo prazo. Juntar conhecimento e expertises dos membros da comissão com informações internacionais é necessário. A minha proposta é buscar experiência européias que mais se aplica ao Brasil em semelhanças são as experiências inglesas para criar uma norma nacional de projetos de Estádios”.

A próxima reunião de trabalho acontece no dia 16 de junho em Brasília. A comissão é composta por Alcino Reis Rocha, representante do Ministério do Esporte e presidente da comissão Especial; Antônio Álvares Miranda Filho, membro da Comissão Nacional de Inspeção de Estádios da Confederação Brasileira de Futebol (CBF); Carlos de La Corte, Consultor do Comitê Organizador Brasileiro da Copa do Mundo FIFA 2014; Dirceu Antônio Oldra, Ten-Cel da Polícia Militar de Santa Catarina; Ivan Carlos Alves de Mello, assessor de Engenharia do Ministério do Esporte; João Jacques Busnello, Major da Polícia Militar do Rio de Janeiro; José Gilberto Pereira de Campos, Superintendente de Relações Institucionais do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de São Paulo; Luciara Leite Brito, Fiscal de Controle Sanitarista da Prefeitura Municipal de Salvador; Ronald Almeida Silva, Ouvidor do Campeonato Brasileiro de Clubes da Série A de 2009, organizado pela CBF; Virgílio Elísio da Costa Neto, Diretor de Competições da Confederação Brasileira de Futebol (CBF); um representante da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), indicado pelo Ministro da Saúde; Coronel Luis Antônio Ferreira, representante do Ministério da Justiça, indicado pelo Ministro da Justiça; Marcos Antonio Moreira, diretor do Departamento de Articulação e Gestão do Ministério da Integração Nacional.

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Bolas feitas com couro de boi são a grande novidade do Pintando a Cidadania do Brasil em Moçambique

O Ministério do Esporte do Brasil investe em inovações que vão além de gerir padrões e técnicas especificadas em manuais de produção. Na fábrica de confecções de bolas que funciona na capital moçambicana de Maputo, doada pelo Ministério do Esporte brasileiro, foi criada a alternativa de desenvolver um produto nacional sem depender de matéria prima do mercado externo. Mesmo em caráter experimental de funcionamento, a fábrica que aguarda inauguração, começou a produzir a bola de couro de boi, produto este que, até então, mesmo sendo de excelente qualidade, era subaproveitado naquele país.

O couro de boi é oriundo de Matola, cidade da periferia de Maputo. Distante 40 quilômetros do centro da capital moçambicana, em Matola existe um curtume que produz matéria prima para sapatos. Graças a uma parceria com o governo brasileiro foi possível desenvolver a matéria prima que passa a ser utilizada na produção de bolas de couro. “A confecção paralela é de excelente qualidade e gera ação em empeendedorismo das técnicas brasileiras”, explica Wadson Ribeiro, secretário executivo do Ministério do Esporte brasileiro. “Essa bola de couro apresenta um padrão de durabilidade superior às bolas produzidas com matéria prima sintética”, ressalta.

Wadson Ribeiro reforça que a produção de bolas de couro de boi assegura a continuidade da produção de bolas em Moçambique. “A experiência, além de colaborar com desenvolvimento daquela nação africana, garante autonomia aos gestores moçambicanos, fato que antes da instalação da fábrica brasileira, dependia exclusivamente do processo de importação de bolas da Ásia”.

A fábrica de bolas do Brasil em Moçambique teve sua doação assegurada por um termo de cooperação técnica internacional. Mais de 17 toneladas de equipamentos foram transportadas em contêiner de navio da Vale. Entre os aparelhos estão 13 tipos de maquinários como: máquinas de corte, formas de correção, compressores, laboratório serigráfico para impressão em laminado de PVC e matéria prima para produção de 7.500 bolas. Serão 1.500 itens esportivos por cada modalidade de bola feita: handebol, futebol, vôlei, futsal e basquete.

As bolas produzidas pelo programa Pintando a Cidadania tanto no Brasil quanto as 7.500 em Moçambique têm o mesmo padrão de qualidade. São bolas destinadas a massificação do esporte. Elas são utilizadas nos programas de inclusão social do Ministério do Esporte como o Segundo Tempo e Esporte e Lazer da Cidade, além das escolas das rede pública brasileira.

A fábrica brasileira de bolas funciona no Centro de Artesanato Mozart, em Maputo. A entidade pertence ao Ministério da Justiça e do Desporto de Moçambique. A sua doação vai propiciar a implantação de um grande programa nacional desportivo do governo de Moçambique - que já está andamento - para massificar o esporte de inclusão nas províncias moçambicanas. Além do programa social do Ministério do Desporto, os destinos das bolas produzidas naquele país serão: escolas públicas, times e equipes esportivos e entidades que trabalham com o desporto social.

“Não se trata de um produto utilizado em performance de esportes do Alto Rendimento. Se as especificações de uso forem seguidas corretamente as bolas terão durabilidade significativa, ou seja, cerca de 60 partidas, o equivalente a uma média de cinco a seis meses sendo utilizadas diariamente”, explica Gerêncio de Bem. Segundo ele, tais regras de utilização são estabelecidas de acordo com o peso, diâmetro e pressurização (calibragem) especificados por cada modalidade esportiva.

Para contratar a mão-de-obra dos aprendizes de costuradores, o governo de Moçambique lançou uma espécie de chamada pública. Mais de três mil candidatos se apresentaram. Destes, foram selecionados 56 homens e mulheres que já aprenderam o ofício. “Os jovens receberam durante 35 dias o treinamento, o equivalente a 350,00 meticais que é a moeda local. Hoje, um mês depois, eles passaram a receber 1.600 meticais, além de lanche e refeição,” informa Gerêncio de Bem. “Para nós do Brasil é uma honra ter participado desse processo de evolução”.

Carla Belizária
Ascom – Ministério do Esporte

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